DECISÃO<br>O presente habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de Eduardo Cardozo Garcia, visando à revogação da prisão preventiva decretada pela suposta prática do crime de tráfico de drogas, não comporta conhecimento.<br>Isso porque o writ não está devidamente instruído, ausente, inclusive, cópia do decreto prisional, peça essencial para a verificação da verossimilhança das alegações e que poderia dar suporte à premissa da defesa.<br>O habeas corpus, ação constitucional de nature za mandamental destinada a afastar eventual ameaça ao direito de ir e vir, tem, em virtude de seu escopo, natureza urgente e, por essa razão, não comporta dilação pro batória e exige prova pré-constituída das alegações, a qual deve ser trazida no momento do seu ajuizamento, cabendo o ônus da instrução à parte impetrante.<br>Nesse sentido: RCD no HC n. 954.142/PR, Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, julgado em 26/11/2024, DJEN 2/12/2024; e AgRg no RHC n. 201.807/SP, Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 18/12/2024, DJEN 23/12/2024.<br>Ante o exposto, não conheço do habeas corpus.<br>Publique-se.<br>EMENTA<br>PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PREVENTIVA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. AUSÊNCIA DO DECRETO PRISIONAL.<br>Habeas corpus não conhecido.