DECISÃO<br>BRUNA GABRIELLY ELEUTERIO  alega  sofrer  constrangimento  ilegal  diante  de  acórdão  proferido  pelo  Tribunal de Justiça do Estado do Paraná na Apelação n. 0007355-18.2022.8.16.0148.<br>A defesa busca a redução da pena imposta à paciente e a concessão de prisão domiciliar. Verifico, contudo, que o habeas corpus foi impetrado em 29/9/2025, contra acórdão transitado em julgado em 28/2/2024 (conforme informações obtidas no site da Corte de origem), a evidenciar que este writ é, portanto, substitutivo de revisão criminal.<br>Por força do art. 105, I, "e", da Constituição Federal, a competência desta Corte para processar e julgar revisão criminal limita-se às hipóteses de seus próprios julgados. Como não existe no STJ julgamento de mérito passível de revisão em relação à condenação sofrida pelo paciente, é de se reconhecer a incompetência deste Tribunal Superior para o processamento do habeas corpus.<br>Nessa perspectiva:<br> .. <br>2. O habeas corpus foi impetrado contra acórdão já transitado em julgado. Verifica-se, assim, a inadmissibilidade do writ, manejado como substitutivo de revisão criminal, em hipótese na qual não houve inauguração da competência desta Corte Superior (art. 105, inciso I, alínea e, da Constituição da República). Precedentes.<br> .. <br>(AgRg no HC n. 883.695/SP, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Sexta Turma, DJe de 18/3/2024.)<br>Ademais, a defesa não comprovou, nesta oportunidade, haver requerido ao Juízo da execução e ao Tribunal a quo que o cumprimento da reprimenda definitivamente imposta à acusada se desse no regime domiciliar, o que inviabiliza o exame do tema diretamente por esta Corte Superior, por caracterizar supressão de instância.<br>À vista do exposto, indefiro liminarmente o habeas corpus.<br>Publique-se  e  intimem-se.<br>EMENTA