DECISÃO<br>MARCELO JUVENCIO DE OLIVEIRA ajuíza ação reescisória, com feição de revisão criminal, contra decisão proferida em habeas corpus pelo Tribunal de origem, que não conheceu do pedido.<br>Entretanto, tal pretensão é manifestamente incabível. De fato, consoante dispõe o art. 239 do RISTJ, as revisões criminais somente são cabíveis quando o recurso especial é apreciado, em seu mérito, pelo colegiado desta Corte. Vale dizer, o exame do caso deve ser feito em recurso especial e não em habeas corpus, sobretudo quanto a decisão foi proferida na origem.<br>Nesse sentido: "Compete ao STJ processar e julgar as revisões criminais de seus julgados nas hipóteses em que a condenação tiver sido decretada o mantida no julgamento colegiado de recurso especial, se o fundamento revisando coincidir com a questão federal apreciada pelo órgão julgador" (AgRg na RvCr n. 5.586/BA, relator Ministro João Otávio de Noronha, DJe 16/4/2021, destaquei).<br>E ainda: "A revisão criminal, como meio extraordinário de impugnação e medida excepcional cabível apenas nas situações expressamente previstas em lei, tem sua utilização restringida justamente diante da existência da coisa julgada. Assim, segundo a orientação desta Corte, somente é cabível a revisão criminal quando as questões objeto do pedido houverem sido examinadas no recurso especial" (AgRg na RvCr n. 5.650/RS, relator Ministro Rogerio Schietti, DJe 31/8/2022, grifei).<br>Ante o exposto, com fundamento no art. 34, XVIII, "a", do RISTJ, não conheço in limine da presente ação rescisória, que na verdade ganha contornos de revisão criminal.<br>Dê-se ciência ao Ministério Público Federal.<br>Publique-se e intimem-se.<br>EMENTA