DECISÃO<br>Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de HITLER DIEGO SOUSA SILVA, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.<br>Narra a defesa que o paciente teve a prisão preventiva decretada em 16/2/2023, por suposta prática dos delitos previstos no artigo 171 do Código Penal e na Lei n. 12.850/2013. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem (HC 0094588-57.2024.8.19.0000, que denegou a ordem- fl. 03.<br>A defesa alega constrangimento ilegal na manutenção da prisão preventiva, por fundamentação inidônea e ausência de contemporaneidade, em violação ao art. 312 do Código de Processo Penal.<br>A defesa afirma que, embora a prisão tenha sido decretada para garantia da ordem pública e para prevenir reiteração, já transcorrem mais de dois anos de custódia cautelar sem sentença de mérito.<br>Defende, ainda, a suficiência de medidas cautelares diversas da prisão.<br>Requer a revogação da prisão preventiva, substituída, se necessário, por medidas cautelares diversas da prisão.<br>É o relatório. DECIDO.<br>Os autos não retratam a excepcional hipótese de juízo provisório antecipado acerca do pedido, uma vez que não estão suficientemente instruídos. D essa maneira, a quaestio trazida à baila na exordial do writ não vislumbra o pretenso quadro claro e adequado à concessão da liminar, não sendo constatado, de plano, o fumus boni iuris do pedido, pois não há, sequer, cópia do decreto preventivo e do inteiro teor do acórdão impugnado.<br>Sobre o tema, deve-se asseverar que, segundo orientação firmada no âmbito desta Corte, constitui ônus do impetrante instruir os autos com os documentos necessários à exata compreensão da controvérsia, sob pena de não conhecimento do writ.<br>Nesse sentido:<br>"AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR DA INICIAL. FALTA DE PEÇAS. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. INVIABILIDADE DE EXAME. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O rito do habeas corpus pressupõe prova pré-constituída do direito alegado, devendo a parte demonstrar, de maneira inequívoca, por meio de documentos, a existência do aventado constrangimento ilegal suportado, decorrente de Tribunal sujeito a jurisdição desta Corte Superior, providência não efetivada pelo impetrante. 2. De acordo com a orientação jurisprudencial emanada por esta Corte, "não se coaduna com o remédio heroico o propósito de "busca" de informações a respeito da situação do réu, quando não fornecidos sequer elementos mínimos que possam demonstrar a plausibilidade das razões suscitadas. " (AgRg no HC 289.502/MA, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Quinta Turma, julgado em 01/04/2014, DJe de 07/04/2014). 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no HC n. 783.393/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 5/3/2024, DJe de 10/4/2024.)<br>Ante o exposto, com fulcro no art . 34, inc. XX e art. 210, do RISTJ, não conheço do presente habeas corpus.<br>Publique-se. Intimem -se.<br>EMENTA