DECISÃO<br>Trata-se de recurso em habeas corpus, com pedido liminar, interposto por ISRAEL MEDEIROS DA FONSECA contra o acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que denegou a ordem no Habeas Corpus n. 2238234-62.2025.8.26.0000 .<br>Consta do processo que o recorrente foi preso preventivamente, sob a acusação de tráfico de drogas. Segundo a defesa, foram apreendidos 45 g de cocaína (fl. 79).<br>No recurso, o recorrente sustenta que a prisão preventiva carece de fundamentação adequada, por ser genérica e abstrata. Assim, pede, inclusive liminarmente, o provimento do recurso.<br>É o relatório.<br>Inicialmente, não cabe, em sede de habeas corpus (e seu respectivo recurso ordinário), proceder ao exame da veracidade do suporte probatório que embasou o decreto de prisão preventiva. Isso porque, além de demandar o reexame de fatos, é suficiente para o juízo cautelar a verossimilhança das alegações, e não o juízo de certeza, próprio da sentença condenatória (STF: Segunda Turma, RHC n. 123.812/DF, relator Ministro Teori Zavascki, DJe 17/10/2014) - (RHC n. 161.173/MS, Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 6/5/2022).<br>O Juízo de primeiro grau, no que foi acompanhado pela Corte local, decretou a prisão preventiva, considerando a reiteração delitiva do acusado, já que ele estava em liberdade provisória em outro processo criminal, também pela prática de tráfico de drogas (fls. 13/14), quando do fato ensejador do flagrante. Portanto, ausente constrangimento ilegal.<br>Nesse contexto, considerada a reiteração delitiva que recomenda a manutenção da custódia ante tempus, não se mostra suficiente, no caso, a aplicação de medidas cautelares diversas, nos termos do art. 282, inciso II, do Código de Processo Penal.<br>Ante o exposto, nego provimento ao recurso em habeas corpus.<br>Publique-se.<br>EMENTA<br>RECURSO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO DELITIVA. NECESSIDADE DE RESGUARDAR A ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE.<br>Recurso improvido.